Uma armação de ferro, duas rodas e uma estrutura retangular em sua frente para ser movido por um homem ou uma mulher. O carrinho, por assim dizer, está cheio. Nele, abrigam-se lonas, malas e outros objetos não identificados pela lente da fotografia em preto e branco. Em seu lado direto, de roupa branca e boné pra frente, um homem estica o braço ao topo, em movimento para preencher o espaço com mais materiais. Ao fundo, fora deste quadro e completando a cena, há inúmeros fragmentos de telhados de zinco retorcidos que cobrem o chão. É possível notar árvores secas e também a presença de algumas pessoas ao fundo. A composição remonta o dia em que um incêndio encobriu a Vila dos Papeleiros de Porto Alegre.